Meditação

Aline Tonin
Aline Tonin

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Muito provavelmente você já ouviu falar em meditação ou mindfulness. Já conheceu alguém que é praticante, talvez tenha recebido até mesmo um convite para experimentar, talvez já seja um praticante iniciante ou experiente. Acontece que este termo muito difundido no ocidente dos anos 70 pra cá, vem ganhando cada vez mais notoriedade quando o assunto é qualidade de vida, saúde mental e desenvolvimento espiritual.

Você pode se perguntar: Qual seria minha necessidade em meditar?  Por que devo dedicar 30 minutos do meu dia a ficar sentado, imóvel, mantendo a atenção focada em algum objeto dos sentidos?

Feche seus olhos por um momento e observe o funcionamento da sua mente. Vai lá, e depois volte aqui. 

Logo de imediato, você pode ter uma experiência de vazio na mente por ter voltado sua atenção para ela, porém aos poucos, você começa a perceber que pensamentos invadem a mente de forma involuntária, e que muitos deles facilmente te levam de arrastão, te jogando para o futuro ou para o passado, perturbando sua mente com preocupações ou ruminando sobre situações passadas. Neste ponto, precisamos reconhecer o seguinte: Nós somos ignorantes a respeito da natureza da mente e seus fenômenos, conhecemos muito pouco e este pouco acaba se limitando a ideias conceituais que de forma prática, não nos ajudam a lidar com a mente no dia a dia.

É devido a ignorância a respeito da natureza da mente que grande parte da humanidade se encontra em sofrimento. Sofrem por que não conhecem a si mesmas, não sabem como gerenciar seus pensamentos e emoções, desconhecem sua natureza espiritual. Não desenvolveram habilidades sutis o suficiente para encontrar um pouco de paz em seus corações e mentes.

Meditação, em sua língua de origem – Páli – chama-se Bhavana. Bhavana tem por significado cultivar, familiarizar-se, habituar-se com algo.

“Portanto, meditação consiste em um conjunto de práticas de cultivo/treinamento da mente e do coração para um florescimento de estados mentais benéficos” – B. Alan Wallace.

Estados mentais benéficos como paz interior, capacidade de focar, resiliência, calma, controle das reações inconscientes, diminuição das ruminações, desenvolvimento de uma perspectiva mais realista e otimista sobre a vida, e principalmente a possibilidade de mudança de comportamento. Segundo Richard Davidson – neurocientista e autor do livro A ciência da Meditação – , com apenas 30 minutos por dia ao longo de 8 semanas você já poderá obter benefícios das práticas de meditação em seu dia a dia.

Um ponto importante a salientar é que a meditação é parte estrutural de algumas religiões como o Budismo e o Hinduísmo. Ela fundamentalmente foi desenvolvida com o objetivo de sanar o sofrimento da humanidade através da compreensão da natureza humana, e isto significa que para tal realização, é necessário dedicar-se praticamente em tempo integral para alcançar Nibbāna ou Nirvana – Extinção, libertação do sofrimento; a realidade suprema, o incondicionado.

Quando o Ocidente demonstrou-se interessado no assunto, a Ciência tomou posse da responsabilidade de apresentar estudos que comprovem os benefícios de tais práticas, criando assim, um segmento de meditação sem religião. E acabou que as práticas foram difundidas basicamente para melhorar o gerenciamento psicoemocional das pessoas. Perdeu-se a essência da prática, que visa a liberação do sofrimento, a liberação final do ciclo de nascimento e morte na roda do Samsara. Esta colocação serve apenas para esclarecer qual o propósito real da meditação, está tudo bem você utilizar algumas técnicas para melhor gerenciamento pessoal. Mas saiba que é possível ir mais fundo quando o assunto é meditação.

Agora, por onde começar?

Devido a popularização do termo Meditação, pode ser um tanto difícil você conseguir se dedicar a uma prática consistente, porque as possibilidades que encontramos ao simplesmente digitar “Como meditar” no google são inúmeras, e assim podemos acabar por cometer um erro básico de principiante: Encontrar várias práticas de escolas distintas, misturadas com outros elementos e abordagens, que acabam mais por prejudicar do que ajudar. 

Existem muitos tipos de meditações, cada uma tem seu fundamento em alguma escola filosófica ou religiosa. É importante você encontrar uma escola que apresente um caminho sólido e estruturado, com orientações claras sobre como começar, por onde prosseguir e como sustentar a prática de meditação em sua vida. 

Meditação é algo muito sério, assim como sua saúde mental. Para tal, é importante certificar-se o porquê você precisa disto, onde e com quem você irá estudar. Ah, e saiba que é para a vida toda, pois não tem volta quando você experimenta as transformações que a meditação irá proporcionar na sua vida.

As escolas de Mindfulness ou as doutrinas Budistas – em sua maioria – irão apresentar em seu primeiro contato com as práticas meditativas a tomada de consciência da Respiração. É com o desenvolvimento do foco através da prática de atenção plena que você começa a avançar nos campos do domínio da mente. Para tal, segue em vídeo/áudio uma prática simples mas que quando realizada com regularidade, irá aumentar o seu nível de concentração e autoconsciência dos estados internos.

Que você esteja em paz, que você seja feliz, que você encontre as causas da felicidade.

Segue um vídeo com uma prática guiada: Meditação guiada

Sobre o autor: Luis Fêran, 35, nativo de Jaraguá do Sul – SC. Pai, filho, marido, irmão, amigo e professor, artista e pesquisador espiritual. Formado em Psicologia Transpessoal pela Unipaz 2012, praticante de Hatha Yoga há 8 anos com formação de Hatha Yoga e aprofundamento do Ser com Marco Schultz em SP, praticante de Ho’oponopono, praticante de meditação VIPASSANA da escola de Goenka Ji, praticante de Respiração Consciente de Energia há 8 anos com 3 formações no método Leonard Orr, sendo professor auxiliar na Escola de Renascimento Piracanga no ano de 2017.

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